Qual a tua ambição? 

O que desejas para a tua vida? O que te move? Dinheiro? Poder? Fama? Significância?

Quando falamos de liderança, um dos mitos comuns é que as motivações pessoais, especialmente as “mais secretas”, são uma “não-assunto”. O Líder deve ser um exemplo de servir e altruísmo, na vertente mais puritana. 

Mas será realmente esta a verdade ? 

Sim, eu devo ser um exemplo em matéria de valores e conduta, porque os outros irão seguir e modelar a sua ação. Mas dentro desses valores inclui-se a autoaceitação. Quando eu cultivo a minha autoaceitação e trabalho a minha consciência eu removo a vergonha e desonestidade que bloqueia a produtividade.

Pessoas obscuras não mudam o mundo! Como posso eu ser capaz de promover a consciência e autenticidade em outros, se fujo de aspetos da minha própria verdade? 

O que é Liderança Autêntica


O Líder Autêntico deverá transparecer honestidade sobre as suas motivações e ser capaz de revelar essa verdade a outros.

A liderança com autenticidade exige a capacidade de exercer o ato “egoísta” de afirmar e seguir os meus próprios desejos, de modo que os outros sintam-se inspirados em seguir os seus próprios sonhos e corrijam-me quando me exceder.

A Liderança autêntica cria integridade: o alinhamento entre valores, palavras e ações. É um dos papéis mais poderosos (mas vulneráveis) que um ser humano pode desempenhar.

3 Pilares da Liderança Autêntica


Jessica Alba, Ex-atriz, Fundadora e CEO da Honest Co. é um claro exemplo de Liderança com Autenticidade.

1. Liderança Honesta

Quando eu sou honesto relativamente ao que eu pretendo da liderança para mim próprio, para os outros e para o mundo eu torno-me alguém de confiança e transparente, convidando assim os outros a serem igualmente honestos. 

Para conhecer as minhas ambições eu preciso, antes demais, de me questionar “o meu porquê”, ou seja, porque estou a fazer o que faço e o que busco. Quando eu partilho esse porquê com outros, por exemplo “ Eu quero te convidar para me seguires pois acho que a nossa parceria será benéfica e procuro pessoas como tu para cumprir esta missão”, é bastante mais apelativo que simplesmente “segue-me!”.

Uma vez que eu tenho consciência sobre as minhas motivações mais primárias eu sou obrigado a segui-las. Trata-se de um ato individualista, no sentido que eu encontro em mim a motivação e movo-me em função dessa missão.

2. Liderança Egoísta

Saber o que queremos é um dos grandes ativos de um líder!

Muitos de nós não sabe realmente aquilo que deseja, o que procura, até encontrar alguém que afirma o seu próprio desejo. Como líder, eu sei pelo menos se eu quero ou não quero algo. A minha verdade permite a outros encontrar a sua própria. 

Como líder, o meu papel principal é guiar o grupo em alguma direção. A pior coisa que eu posso fazer é paralisar por indecisão. Se outros não estão certos do que pretendem, o meu desejo pessoal tem de ser o meu compasso.

No entanto, a Liderança com autenticidade tem de saber manter o equilíbrio entre individualismo e receptividade. Se eu apenas seguir os meus desejos tornar-me-ei um ditador.

 É importante estabelecer um balanço entre o que eu afirmo que desejo e a forma como os outros respondem a esse mote. A minha equipa segue-me avidamente ou com relutância? Hesitam ou aparentam desconforto na sua resposta?

Caso isso aconteça é essencial que questione qual a sua opinião sobre a ideia, assim como sugestões para melhorá-la. Estas simples dicas têm um potencial tremendo de aumentar a colaboração e engajamento dos elementos.

Autenticidade na liderança – honestidade com minhas próprias motivações e desejos – leva a uma expressão poderosa

Egoísmo – agir sobre esses desejos – leva a uma ação poderosa

Receptividade – ouvir e observar as reações dos outros e questionar ativamente o seu contributo – leva a uma colaboração e capacitação poderosas.

3. Integridade

Outro benefício da autenticidade na liderança é integridade. Integridade trata do alinhamento entre valores, palavras e ações. 

Alguma vez esteve perto de um líder ou mentor que diz uma coisa mas faz outra? Ou que aparenta sentir desconforto ou alguma emoção menos positiva mas afirma estar ótimo? 

Você confia nessa pessoa?

Liderança é tudo sobre duplicação, ou seja, tradução e transmissão. Tradução são as palavras que você diz e como as pessoas a ouvem. Transmissão é a forma como você atua, e como as pessoas sentem a sua ação. Você pode achar que salvar a cara irá servir-lhe, mas com o tempo as pessoas deixarão de confiar em si.

Seguir valores é algo desafiante. É sobretudo mais difícil que dizer aos outros o que fazer. Eu posso dizer que pretendo ser empático, no entanto nao é fácil sê-lo quando alguém me está deixando louco! Porque não posso simplesmente seguir o meu impulso e julgá-lo?

Por um motivo simples: Autenticidade com as minhas emoções é algo poderoso no momento, mas autenticidade com valores é algo poderoso ao longo do tempo

Se você sente-se incapaz de seguir os seus valores, eu recomendo que os reconsidere, ou pelo menos que seja honesto com outros quando está a quebrar a integridade. A integridade é um processo de aprendizagem. Nós estamos sempre aproximando-nos dela, mas nunca totalmente lá. Quanto mais honesto for relativamente às suas falhas, mais espaço se permite a si e outros a falhar… e aprender com isso.

A Liderança com autenticidade pode ser algo duro. Quando alguém pergunta como você se sente, é mais fácil dizer “Estou bem” que dizer “Estou preocupado que esteja a falhar”.

A honestidade coloca-nos numa posição de vulnerabilidade. As pessoas podem não responder sempre de forma positiva. Elas podem sentir-se melindradas com a honestidade.

O líder autêntico magoa-se mais, mas sofre menos. Os seus grupos são mais susceptiveis a confito – porque a honestidade revela diferenças entre as pessoas – mas também são mais vivos, criativos e rápidos a reagir.

Ao ser honesto, você como líder autêntico, pode abrir espaço para que outros vejam e aceitem-se mais a si mesmos.

Categories: Mindset

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